
NÓS SOMOS AQUILO QUE QUEREMOS SER
“Porque, como imagina em sua alma, assim ele é”. (Pv 23.7)
1 – Como imaginava
Eram ainda os bons tempos de colégio, fui conversar com um colega de classe, estávamos no recreio e aproveitei o momento para entrar na sua intimidade. Isto era quase que impossível. Sujeito recatado, boa aparência, inteligente, gente finíssima, ótima pessoa, com nome de artista, um colega digamos, “nota dez”, mas tinha um problema: Era feio. Mas como? Sim, era horrível. Um rapaz de boa aparência, mas horrível. Era tudo isso.
Na nossa conversa aproveitei para entrar neste particular e olha que ninguém podia tocar em seu “problema”, era briga na certa. O rapaz fechava os olhos, balançava a cabeça para os lados, começava a repetir por várias vezes a mesma frase: eu sou feio mesmo, eu sou feio mesmo, não adianta sou feio mesmo. E num ataque de cólera quase que incontrolável, não permitia que ninguém pelo menos pudesse pronunciar uma palavrinha se quer.
Transpirando, nervoso, chegando às vezes a chorar muito, não aceitava a menor manifestação de apoio até mesmo para se controlar.
Com muito jeito, num período de conversa a sós, pude sorrateiramente entrar no assunto sem que ele se ferisse. Descobri alguma coisa que pelo menos lançava luz em todo aquele emaranhado de problemas que parecia não ter solução. Um pequeno complexo, quem sabe um trauma, uma frustração na alma.
Ele tinha um irmão, um único irmão, gêmeo por sinal. Seu irmão era o preferido da família e da sociedade, isto observado pela sua ótica, ainda que tentássemos mostrar o contrário.
Eram muito parecidos. Mas, ele dizia que era feio. No entanto, perguntei – E o seu irmão? O que achas dele?
- Ah, respondeu ele: - Meu irmão é lindo, tem uma namorada linda, tem um bom emprego, tem um carro 0 km, tudo para ele é mais fácil, é amado por todos, enfim é tudo que eu gostaria de ser.
Olhei firme em seus olhos e comecei a lhe perguntar: Você tem emprego? Não. Respondeu ele. Você tem uma namorada? Não. Você já se interessou por um emprego ou alguma garota? Não. Disse ele sem demorar muito para responder. Aquelas respostas todas negativas, ditas imediatamente e de forma dura não era o que realmente ele queria expressar. Continuei a indagação. Por que você não conseguiu um emprego ainda, uma namorada, tudo o que você gostaria e ainda não buscou? A resposta foi imediata:
- Porque sou feio. Eu sou feio, sou feio mesmo e não adianta.
Continuei a conversa, tentando um diálogo, buscando uma resposta e me esbarrava sempre numa frase: sou feio, sou feio, não adianta, eu sou feio.
Num determinado momento, parei e disse a ele: você é a cara de seu irmão, muito idêntico, chegando a ser confundido com ele por várias vezes. Como posso entender uma situação dessas? Seu irmão que é a sua cara é lindo e você é feio? Quem disse que você é feio? Alguém já lhe disse que você é feio? Alguém num momento de brincadeira ou num momento de ataque de ira te chamou de feio? Não. Respondeu ele. Então você não é feio! Mas ele relutou e por várias vezes repetiu a mesma frase: eu sou feio, sou feio mesmo e não é você nem ninguém que vai me fazer mudar de idéia.
Três anos de convivência no mesmo colégio, sempre tentando chegar a um ponto de equilíbrio, mas não adiantava muita coisa. Melhorou mas não consegui muito avanço.
Em meus esforços, buscava uma explicação, procurava entender aquele jovem, mas não consegui muito progresso. Ele era feio. Cheguei a conclusão: ele era feio de verdade. Não feio de aparência, mas era feio na mente. Seu complexo o levava a acreditar que era feio.
A verdade é que ele se escondia atrás desta situação. Era uma forma de não se manifestar, uma forma de se esconder, de se tornar alheio, uma fuga talvez.
Ele mesmo criou um mundo e entrou dentro dele. Sabia da saída, mas preferia continuar ali, bem escondido, acreditando que era feio.
Ele acreditava que era feio. E vivia como se fosse feio. Apesar de sua aparência, apesar de todos os atributos favoráveis, não aceitava. Declarava em alto e bom som. Sou feio.
Dentro de seu coração existia algo que era alimentado, preservado e colocado em evidência. Um trauma, um aborrecimento, um complexo, uma rejeição ou outra coisa qualquer. Ele cultivava isto. Não abria mão. E por isto, era justamente aquilo que se dizia ser.
Quantas pessoas vivem presas na alma, amarguradas, infelizes, simplesmente por não querer vislumbrar um futuro melhor. Não lutam para conquistar seus objetivos, seus ideais, sua beleza, sua felicidade.
Se você quiser ser alguém, terá que lutar para ser.
Nós somos aquilo que queremos ser.
“Porque, como imagina em sua alma, assim ele é”. (Pv 23.7)
1 – Como imaginava
Eram ainda os bons tempos de colégio, fui conversar com um colega de classe, estávamos no recreio e aproveitei o momento para entrar na sua intimidade. Isto era quase que impossível. Sujeito recatado, boa aparência, inteligente, gente finíssima, ótima pessoa, com nome de artista, um colega digamos, “nota dez”, mas tinha um problema: Era feio. Mas como? Sim, era horrível. Um rapaz de boa aparência, mas horrível. Era tudo isso.
Na nossa conversa aproveitei para entrar neste particular e olha que ninguém podia tocar em seu “problema”, era briga na certa. O rapaz fechava os olhos, balançava a cabeça para os lados, começava a repetir por várias vezes a mesma frase: eu sou feio mesmo, eu sou feio mesmo, não adianta sou feio mesmo. E num ataque de cólera quase que incontrolável, não permitia que ninguém pelo menos pudesse pronunciar uma palavrinha se quer.
Transpirando, nervoso, chegando às vezes a chorar muito, não aceitava a menor manifestação de apoio até mesmo para se controlar.
Com muito jeito, num período de conversa a sós, pude sorrateiramente entrar no assunto sem que ele se ferisse. Descobri alguma coisa que pelo menos lançava luz em todo aquele emaranhado de problemas que parecia não ter solução. Um pequeno complexo, quem sabe um trauma, uma frustração na alma.
Ele tinha um irmão, um único irmão, gêmeo por sinal. Seu irmão era o preferido da família e da sociedade, isto observado pela sua ótica, ainda que tentássemos mostrar o contrário.
Eram muito parecidos. Mas, ele dizia que era feio. No entanto, perguntei – E o seu irmão? O que achas dele?
- Ah, respondeu ele: - Meu irmão é lindo, tem uma namorada linda, tem um bom emprego, tem um carro 0 km, tudo para ele é mais fácil, é amado por todos, enfim é tudo que eu gostaria de ser.
Olhei firme em seus olhos e comecei a lhe perguntar: Você tem emprego? Não. Respondeu ele. Você tem uma namorada? Não. Você já se interessou por um emprego ou alguma garota? Não. Disse ele sem demorar muito para responder. Aquelas respostas todas negativas, ditas imediatamente e de forma dura não era o que realmente ele queria expressar. Continuei a indagação. Por que você não conseguiu um emprego ainda, uma namorada, tudo o que você gostaria e ainda não buscou? A resposta foi imediata:
- Porque sou feio. Eu sou feio, sou feio mesmo e não adianta.
Continuei a conversa, tentando um diálogo, buscando uma resposta e me esbarrava sempre numa frase: sou feio, sou feio, não adianta, eu sou feio.
Num determinado momento, parei e disse a ele: você é a cara de seu irmão, muito idêntico, chegando a ser confundido com ele por várias vezes. Como posso entender uma situação dessas? Seu irmão que é a sua cara é lindo e você é feio? Quem disse que você é feio? Alguém já lhe disse que você é feio? Alguém num momento de brincadeira ou num momento de ataque de ira te chamou de feio? Não. Respondeu ele. Então você não é feio! Mas ele relutou e por várias vezes repetiu a mesma frase: eu sou feio, sou feio mesmo e não é você nem ninguém que vai me fazer mudar de idéia.
Três anos de convivência no mesmo colégio, sempre tentando chegar a um ponto de equilíbrio, mas não adiantava muita coisa. Melhorou mas não consegui muito avanço.
Em meus esforços, buscava uma explicação, procurava entender aquele jovem, mas não consegui muito progresso. Ele era feio. Cheguei a conclusão: ele era feio de verdade. Não feio de aparência, mas era feio na mente. Seu complexo o levava a acreditar que era feio.
A verdade é que ele se escondia atrás desta situação. Era uma forma de não se manifestar, uma forma de se esconder, de se tornar alheio, uma fuga talvez.
Ele mesmo criou um mundo e entrou dentro dele. Sabia da saída, mas preferia continuar ali, bem escondido, acreditando que era feio.
Ele acreditava que era feio. E vivia como se fosse feio. Apesar de sua aparência, apesar de todos os atributos favoráveis, não aceitava. Declarava em alto e bom som. Sou feio.
Dentro de seu coração existia algo que era alimentado, preservado e colocado em evidência. Um trauma, um aborrecimento, um complexo, uma rejeição ou outra coisa qualquer. Ele cultivava isto. Não abria mão. E por isto, era justamente aquilo que se dizia ser.
Quantas pessoas vivem presas na alma, amarguradas, infelizes, simplesmente por não querer vislumbrar um futuro melhor. Não lutam para conquistar seus objetivos, seus ideais, sua beleza, sua felicidade.
Se você quiser ser alguém, terá que lutar para ser.
Nós somos aquilo que queremos ser.
(texto extraído do livro "Histórias que a vida nos conta" do Pr. Adenival Aquino)

claro que sim, somos aquilo que falamos e isso tem poder tanto para nos destruir ou para fazer nossos sonhos se realizar,lembro de uma historia de "um encraxate que queria ser medico e trabalhava em frente a faculdade de medicina e sempre que alguem perguntava o que ele seria ou queria ser ele falava vou ser medico e todos riam dele e o tempo passou e hoje ele é um dos maiores cirurgiao plastico do Brasil", realmente somos aquilo que queremos ser e declaramos ser,isto é poder que Deus nos deu .
ResponderExcluirMarcio Jose
Pastor como sempre suas ministrações nos inspira a mudar,a viver na exelencia do sobrenatural de Deus!!!!!!Parabens pelo seu blog você é 10x100000000000000000000000000.....Um abraço Wenderson O.Inacio
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